
Nova CNH 2026: o que mudou nos limites de pontuação e como isso impacta as frotas corporativas
A partir de fevereiro de 2026, passaram a valer no Brasil as novas regras para o acúmulo de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
As mudanças afetam diretamente condutores corporativos, gestores de frota e empresas que dependem de mobilidade para suas operações.
O novo sistema torna os limites de pontuação variáveis, conforme o histórico de infrações gravíssimas cometidas pelo motorista nos últimos 12 meses — o que exige mais atenção à gestão de riscos e ao comportamento dos condutores.
Segundo o G1, a nova regra determina que o limite de suspensão agora pode ser de 20, 30 ou 40 pontos, dependendo da quantidade de infrações gravíssimas cometidas no período.
A seguir, explicamos cada mudança e mostramos o que sua empresa precisa fazer para se adaptar.
O que mudou na pontuação da CNH?
O Código de Trânsito Brasileiro passou a aplicar um modelo de pontuação mais flexível, penalizando principalmente os condutores que cometem infrações consideradas mais severas.
De acordo com o G1, os novos limites são:
- 40 pontos — se o condutor não cometeu nenhuma infração gravíssima nos últimos 12 meses
- 30 pontos — se houve uma infração gravíssima
- 20 pontos — se houve duas ou mais infrações gravíssimas no período
Esse sistema também é confirmado por portais como GCMAIS e ND Mais, que reforçam que a mudança busca diferenciar motoristas ocasionais de motoristas que apresentam comportamento de risco.
E como ficam os motoristas profissionais?
Para condutores que exercem atividade remunerada — incluindo motoristas de app, entregadores e parte das equipes de frota corporativa — a regra é mais flexível:
- O limite permanece fixo em 40 pontos, independentemente de infrações gravíssimas. Isso vale desde que a CNH contenha a observação “Exerce Atividade Remunerada (EAR)”.
Segundo o G1, esses profissionais podem, inclusive, fazer um curso preventivo de reciclagem ao atingir 30 pontos, reduzindo o risco de suspensão.
Pontos têm validade?
Sim.
Os pontos passam a contar por 12 meses a partir da data da infração, e depois deixam de ser considerados para suspensão. Essa diretriz aparece tanto no G1 quanto em veículos como GCMAIS.
Infrações continuam categorizadas da mesma forma
A regra de pontuação não altera a classificação das infrações: leves, médias, graves e gravíssimas.
Exemplos apontados pelas reportagens:
- Leves (3 pontos): estacionar na calçada ou no acostamento
- Médias (4 pontos): transitar acima de 20% da velocidade permitida
- Graves (5 pontos): não usar cinto de segurança
- Gravíssimas (7 pontos): ultrapassagem proibida, dirigir alcoolizado.
Impacto direto nas empresas e nas frotas corporativas
As mudanças reforçam a importância de acompanhar de perto comportamento, histórico e treinamentos dos condutores, pois:
- Mais rigor para motoristas com histórico de risco
A queda do limite de 40 → 30 → 20 pontos impacta diretamente condutores que acumulam infrações gravíssimas — algo comum em operações intensas de campo.
- Treinamentos como “filtro” contra suspensão
Programas contínuos de direção defensiva, como os aplicados em diversas empresas de frota, se tornam ainda mais essenciais.
- Adoção de telemetria ajuda na prevenção
Recursos como alertas de velocidade, frenagem brusca, comportamento agressivo e acompanhamento de rotas ajudam a reduzir infrações e evitar acúmulo de pontos.
- Políticas internas devem ser revistas
Com o novo modelo, políticas de uso do veículo corporativo precisam reforçar:
- limites operacionais
- responsabilidades individuais
- condutas proibidas
- acesso a histórico de infrações
Exemplo prático usando o novo modelo
Segundo o G1, se um condutor tiver 27 pontos por infrações leves e médias e cometer uma gravíssima, o limite dele cai para 30 pontos — e, ao ultrapassar esse valor, pode ter a carteira suspensa imediatamente.
Ou seja: uma única infração severa muda totalmente o risco jurídico e operacional para a empresa.
Como a Ayvens pode apoiar sua gestão diante das novas regras
A Ayvens oferece ferramentas, serviços e consultoria para apoiar empresas na adequação ao novo cenário, incluindo:
- Telemetria e dados comportamentais
Para monitorar padrões de condução e atuar preventivamente.
- Programas de direção defensiva
Que reduzem drasticamente multas, avarias e comportamentos de risco.
- Gestão de documentação e CNH
Com controle de vencimentos, status e regularidade dos condutores.
- Soluções integradas de segurança
Incluindo políticas internas, relatórios e recomendações comportamentais.



